fbpx

Notícias

Compartilhe essa publicação

Bicicletas compartilhadas em Belo Horizonte

DF | SP | RJ | Metodologia | Planejamento e desempenho
Arranjos Institucionais e Financiamento | Contratos com Usuários
Versão em PDF

O sistema de Belo Horizonte (BikeBH) iniciou suas operações em junho de 2014 e contava com 40 estações no período de realização deste estudo (junho de 2015). Estruturado através de um termo de “Permissão para uso do espaço público para implantação, manutenção e operação de rede de estações para retirada de bicicletas de uso compartilhado” com vigência de 60 meses, o sistema tem como órgão gestor a BHTrans (Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte) e é operado pela empresa Serttel/Samba.

Mapa Belo Horizonte

Em junho de 2015 o sistema contava com 23.317 usuários cadastrados e uma média de 407 viagens diárias, com horário de funcionamento entre as 6h e 23h (com devolução permitida 24h por dia). A franquia de tempo (viagem sem custo adicional) é de 1h durante a semana e 1h30 aos finais de semana.

Entre os sistemas analisados, o de Belo Horizonte é o único a disponibilizar passes anuais, além de passes mensais e diários, com tarifas de R$ 60, R$ 9 e R$ 3, respectivamente. Também é o único dos quatro sistemas a prever, no edital de parceria com a operadora privada, o envio de relatórios mensais com informações sobre o uso de cada estação.

.

O BikeBH pela BHemCiclo

O sistema de bicicletas compartilhadas BikeBH foi inaugurado em junho/2014 com 4 estações e em dezembro/2014 completou-se as 40 estações previstas em contrato, com a promessa de serem distribuídas 400 bicicletas entre as estações. Desde o início, o sistema apresentou falhas, com destaque para problemas no aplicativo, bicicletas em má condições, não reconhecimento da devolução, muitas estações offline e em manutenção, falta de remanejamento entre as estações, pouquíssimas bicicletas disponíveis, dentre outros. Através do website Trem Útil, os ciclistas puderam constatar e quantificar alguns desses problemas.

A partir disso, a BH em Ciclo escreveu um ofício à BHTRANS, em que solicitou reuniões com todos os responsáveis pela gestão e manutenção. Desde então, foram realizadas três reuniões, onde foi possível aos participantes pontuarem as falhas do sistema, apresentar críticas, sugerir soluções e reivindicar melhorias. Algumas deficiências foram resolvidas satisfatoriamente. O tempo em que as estações ficavam sem funcionar caiu consideravelmente. Vale citar que, em julho de 2015, o ciclista que chegasse a uma estação encontraria ela em funcionamento e com bicicletas disponíveis em mais de 97% do tempo, enquanto os números em dezembro de 2014 eram de 58%. Observou-se que essas melhorias permitiram um aumento na média do número de viagens mensais.

Por outro lado, algumas propostas não foram acatadas. A principal demanda é que fossem estabelecidas metas objetivas para o contratado, como número mínimo de bikes no aplicativo e percentuais máximos para estações “sem bicicletas/offline/em manutenção”. O número de bicicletas nas estações aumentou, mas sem chegar ao estabelecido em contrato, que seriam 400 bikes. Ademais, demandas simples, de fácil execução e verbalmente prometidas, nunca foram efetivadas. Exemplo disso é que em diversas oportunidades a BH em Ciclo solicitou que a contratada fornecesse todas as informações do sistema, como número de usuários, estações mais utilizadas e principais rotas de origem/destino, mas nunca as obteve .

Também foram feitas algumas críticas à atuação da BHTrans e à redação do contrato. Os ciclistas argumentaram que a BHTrans deveria ser mais pró ativa na fiscalização, exigindo todas as informações e aplicando as penalidades quando necessárias. Estas prerrogativas estão no contrato, mas parece que a BHTrans não desenvolveu mecanismos efetivos para seu cumprimento. As informações que os ciclistas têm demandado da contratada deveriam por força de contrato serem repassadas à BHTrans, mas nem isso tem sido feito. Ao final, apesar dos problemas relatados, a BH em Ciclo avalia que as reuniões cumpriram importante papel, pois foi possível pressionar os atores responsáveis pelo sistema, bem como estabelecer um espaço de diálogo e conhecer as razões de cada lado. Considera ainda que o sistema atingiu um grau de qualidade aceitável, ainda que sobrevivam defeitos e falhas

.

.

[one_half padding=”0 20px 0 20px”]BH-caracteristicas_sistemas
[/one_half]

[one_half_last padding=”0 20px 0 20px”]BH-caracteristicas-cidades

.

[/one_half_last]

Falta apenas um passo para concluir o download

Por favor, inclua os dados solicitados:

Caso não consiga realizar o download, escreva para brasil@itdp.org
Pular para o conteúdo